Teste genético impulsiona mudança de hábitos entre famílias com risco de melanoma

Compartilhar está publicação

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

 O resultado de um teste genético é capaz de mudar de fato os hábitos da população? Pesquisadores do Huntsman Cancer Institute, localizado no campus da Universidade de Utah, Estados Unidos, descobriram que sim, a descoberta de uma mutação genética que aumenta o risco de desenvolver melanoma contribuiu para que as pessoas se prevenissem mais.

O estudo, publicado na revista Genetics in Medicine, recrutou indivíduos entre 16 e 70 anos, com três ou mais pessoas na família diagnosticados com câncer de pele. Ao longo de um ano, os pesquisadores mudanças na exposição ao sol após aconselhamento genético e relatórios de testes, a exposição à luz ultravioleta a partir de um dispositivo de pulso, e o tom da pele/bronzeamento a partir de uma medição de laser.

Os participantes foram divididos em dois grupos. O primeiro reuniu indivíduos com o gene CDKN2A, que aumenta o risco de melanoma para até 76%. O segundo agrupou os participantes sem a mutação genética, mas que tinham grande número de casos de melanoma na família, mas sem a mutação. Todos os participantes receberam as mesmas recomendações para reduzir a exposição ao sol devido aos riscos (familiar e genético) que apresentavam.

Resultados

Os resultados indicaram que indivíduos do primeiro grupo reduziram a exposição solar, enquanto os do segundo grupo não apresentaram mudanças na medida diária de radiação. A medição a laser ainda apontou menos bronzeamento nos indivíduos do primeiro grupo do que os demais. E, por fim, o dispositivo de pulso demonstrou uma redução significativa na pigmentação da pele de parte dos participantes do primeiro grupo.

A possibilidade de utilizar o resultado de um teste genético para motivar pessoas de risco a se prevenirem pode ser ainda mais significativa para a população brasileira, já que o sol é constante no país. Embora não esteja entre os tipos de câncer mais comuns no Brasil, o melanoma é o tumor de pele mais agressivo.  Os exames já estão disponíveis em laboratórios especializados em genética. 

“Para quem  faz o teste, há impacto psicológico e familiar importantes, mas que deve servir para reduzir as consequências da alteração genética ou até mesmo prevenir sua ocorrência, por meio de orientações específicas sobre o melanoma”, conta a Dra. Ana Cristina Guimarães Martins, dermatologista e integrante do Comitê Científico do Instituto Melanoma Brasil. “É um exalta muito útil para quem tem um ou mais casos de câncer entre familiares próximos”, finaliza. 

 

Receba nossa newsletter

Newsletter

Explore outros temas

Instituto Melanoma Brasil

faça sua parte, doe!

Receba nossa newsletter

Siga-nos nas redes sociais

Inscreva-se no canal

© 2020 Melanoma Brasil // Todos os direitos reservados

small_c_popup.png

Cadastre-se

Receba nossa newsletter

Newsletter

X