Gicéler de Marco permitiu a detecção precoce do melanoma em seu marido, Ademir Agostineto.

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O amor faz diferença em muitos aspectos da vida, inclusive no cuidado com a saúde e na detecção precoce do melanoma. Neste Dia dos Namorados, vamos conhecer a história da Gicéler De Marco. Em 2017, ela percebeu um sinal estranho na perna do marido, Ademir Agostineto, e insistiu que ele fosse ao médico. Começava então a jornada do casal contra o melanoma. Veja abaixo o que a Gicéler tem a contar!

 

“Meu nome é Gicéler De Marco tenho 42 anos, sou professora de literatura na rede estadual de Santa Catarina. Meu marido Ademir tem 49, é mecânico. Temos dois filhos lindos, Valentina (13) e Pietro (09). Estamos juntos desde 1997. Moramos em Coronel Freitas – SC mas sempre tratamos em Chapecó.

 Nossa história com o melanoma começou em novembro de 2017 quando reparei, durante um jogo de bilhar, uma verruga diferente (parecia um mini brócolis) sobre um grande nevo de nascença que o Ade tem na perna esquerda. No mesmo dia, providenciei pra que ele fosse ao dermatologista (nossa amiga) porque estava muito “estranho”. Ele ressaltou que “não era nada” pois não doía, não coçava e não tinha tinha secreção. Era um domingo.

 Na terça ele foi à dermato que ao examinar sugeriu retirada para biópsia imediatamente.

 Uma semana depois, ao voltar da escola ele veio ao meu encontro e disse:

“Chegou o resultado da biópsia, está escrito “positivo para melanoma (spitzóide, Clark IV, Breslow 2,8)  é grave?”

 Meu chão sumiu. Até então eu sabia muito pouco sobre a doença mas sabia que era o câncer de pele mais terrível de todos e que era letal. Não consegui responder pra ele, apenas me afastei e chorei… Porque sabia que a partir daí, nossa vida iria mudar para sempre.

Depois disso começou a saga: ampliação de margem, linfonodo sentinela, exames e mais exames. Em março de 2018 tivemos uma trégua: margens livres, linfonodos livres, só precisava acompanhar trimestralmente.

O oncologista do Ademir me fez prometer estar sempre acompanhando  pinta suspeita, qualquer sinal e assim o fizemos desde então.

Em janeiro de 2020 surgiu na coxa direita um grande caroço, aparentemente um cisto sebáceo. Parecia para nós, algo inofensivo. No final de fevereiro, durante a consulta o oncologista demonstrou preocupação e indicou novos exames.

Início de março de 2020 e uma nova bomba:  o melanoma voltara. Novo PET CT: metástase pelo corpo e em alguns órgãos. Não queria acreditar, era surreal, naquele dia esqueci até onde tinha estacionado o carro.

Fomos encaminhados a um outro oncologista que nos indicou a imunoterapia Nivolumabe e Ipilimumabe. Caríssimo, impagável, plano de saúde não fornecia, só entrando na justiça. Foi desesperador, não queria admitir que ele não pudesse ter a chance de lutar. Enquanto corríamos contra o tempo, para conseguir o tratamento na justiça, nossos amigos, familiares, conhecidos e até estranhos, se uniram para pagarmos a primeira sessão  pois ele teve uma crise hepática no final de março.

Depois de quase 80 dias conseguimos o tratamento junto ao plano de saúde e em segunda instância (a princípio o juíz negou a medicação).

 Ademir faz imunoterapia desde abril de 2020, ao todo já foram 14 sessões onde o melanoma regrediu cerca de 90%.

 Sempre gostamos de vida ao ar livre, acampamento, piscina, praia… Porém nunca fomos de nos expor tanto ao sol, sempre respeitávamos horário de pico. Hoje nossos cuidados redobraram, usamos camisetas com proteção UV, filtro solar (todos os dias), bonés, chapéus, enfim… Nossos filhos crescem sabendo da importância dos cuidados com a pele e estendemos esses cuidados a todos os que convivem conosco (muitas pessoas inclusive, me pedem orientações pois não conhecem a doença) mudamos alguns hábitos como alimentação e exercícios, por exemplo.

Hoje somos muito mais unidos, cada dia é importante, damos valores ao que realmente importa, nos cuidamos muito mais, convivemos muito mais. Uma coisa que eu sempre disse a ele é que não importava como, mas ele iria ver os nossos filhos crescer.

Aprendemos muito com a doença e sobre a doença. Acreditamos que faz parte do nosso processo de evolução.”

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