Eu senti na pele – Viviane Risio

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Viviane Rissio (foto) sempre teve muitas pintas espalhadas pelo corpo. Por ter pele, cabelos e olhos claros nunca foi de abusar da exposição solar, mas também não tinha o costume de se proteger. Aos 33 anos, casada e mãe de um menino, foi surpreendida com o diagnóstico de melanoma e desde então tudo mudou em sua vida. Confira a seguir o depoimento completo:

“Eu sempre tive muitas pintas pelo corpo, mas elas nunca me incomodaram. Entre tantas, uma localizada no braço esquerdo começou a crescer, se modificar e mudar de cor. No momento eu não me importei e fiquei observando sua evolução por quase um ano. Quando vi que ela não parava de evoluir, decidi procurar um dermatologista, mas com a certeza de que aquilo não passava de uma simples pinta. 

Fui examinada e o médico solicitou uma cirurgia com urgência para o dia seguinte, pois suspeitava de que aquilo poderia ser melanoma. No momento eu não me assustei, pois sempre tive em mente que câncer de pele era algo simples, que apenas com a remoção da pinta ou da manchatudo se resolveria, mas não. Fui diagnostica com melanoma e apesar de já ter ouvido sobre a doença, não fazia ideia da gravidade. O médico explicou detalhadamente do que se tratava e me encaminhou para um oncologista. 

Achei aquilo tudo estranho, exagerado e a ficha foi caindo aos poucos. Sai do consultório e assim que cheguei em casa fui para a internet pesquisar e me desesperei. Por minha sorte, nestas buscas eu conheci o Instituto Melanoma Brasil. Comecei a partipar das conversas do grupo, conheci pessoas maravilhosas e me senti realmente acolhida. Tudo isso foi me tranquilizando e comecei a ganhar forças para lutar contra a doença. O apoio da minha família também foi muito importante. 

Fiz a cirurgia para remoção da pinta do braço, que me deixou com uma cicatriz, devido a perda de tecido subcutâneo. Na sequência, passei por uma bateria de exames e nenhum outro ponto de câncer foi localizado. Porém, ainda corro o risco de desenvolver melanoma em outra parte do meu corpo e farei acompanhamento médico e exames completos a cada seis meses, para o resto da vida. Desde a descoberta do melanoma, já retirei mais de 30 pintas do meu corpo. E sempre que aparece uma, corro para mostrar ao médico. 

O câncer mudou minha vida. Com tudo que passei e por conviver com a possibilidade de desenvolver um novo melanoma, sou outra pessoa. No começo foi muito difícil, sofri muito e tive muito medo de morrer. Hoje, busco me fortalecer e sei que vou ter que conviver com isso para o resto da minha vida. 

Apesar de todo lado negativo da doença, ela me transformou e luto pela causa.Oriento pessoas sobre a importância de se protegerem do sol e não descuido um minuto da minha família. Todos os dias, ao acordar, já aplico protetor em todo corpo e repasso várias vezes ao dia. Tenho um filho de nove anos, e apesar dele ter a pele morena, assim como o meu marido,os cuidados são os mesmos. Não descuido um minuto”.

Viviane Rissio Borba de Lima, 35 anos, Sorocaba

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