Débora Lopes Ferreira

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Débora Lopes Ferreira sempre foi apaixonada por praia e nuna perdeu uma oportunidade de aproveitar o mar. Ao longo da vida, tomou muito sol desprotegida.  Nunca tinha ouvido falar em melanoma, até que uma pinta estranha, que mudava de tamanho e coçava, a deixou frente a frente com a doença. Veja como a jornada contra o câncer de pele modificou sua via e sua relação com o sol:

“Meu nome é Débora Ferreira, tenho 42 anos, sou de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Sempre fui apaixonada por água: piscina, cachoeira e, principalmente, praia. Desde criança, em qualquer oportunidade descia a serra para aproveitar a praia. Não gosto de me bronzear, gosto mesmo é do mar, da água salgada, do barulho e do cheiro do mar, mas confesso que tomei muito sol desprotegida na infância e adolescência, com direito a queimaduras, vermelhidão e pele descascada.

No final de 2019 fui a uma consulta com a dermatologista por conta de uma alergia. Ela aproveitou para me examinar e identificou uma pinta no ombro direito e logo sugeriu que fosse retirada – até me indicou um cirurgião. Não procurei imediatamente, estava mais concentrada na alergia. Era só uma pinta! Não fiquei nem um pouco preocupada.

Mudança

No início de 2020 estava de férias e passei um mês inteiro na praia. Retornei logo no início da pandemia. Percebi que a pinta estava mudando de cor, coçando e crescendo. Procurei fotos antigas para tentar descobrir desde quando aquela pinta estava ali e conferir o quanto ela havia crescido. Em maio marquei uma consulta com o cirurgião, porém não consegui agendar o procedimento pois as cirurgias eletivas estavam suspensas em decorrência da pandemia.

Finalmente em novembro de 2020, consegui marcar o procedimento e passei por uma pequena cirurgia e para minha surpresa ao receber o resultado da biópsia no dia 05/12/2020 tratava-se de um melanoma maligno estágio 1b. Não tinha noção do que era exatamente, mas a palavra ‘maligno’ já me deixou muito assustada.

Receber um diagnóstico de câncer é extremamente impactante, passam muitas coisas na cabeça. Fui para casa meio desorientada, busquei a Deus e pedi direção e tranquilidade para encarar aquela situação. Só pensava no meu filho, hoje com 8 anos e em como contaria para os meus pais. Na verdade, meu pai só ficou sabendo que se tratava de um câncer meses depois. Tenho muita Fé e sei que Deus foi abrindo todos os caminhos necessários e me dando forças para passar por cada etapa.

No dia seguinte ao resultado eu já estava passando pela oncologia clínica, que logo me encaminhou ao cirurgião oncológico para realizar a cirurgia de ampliação de margem e pesquisa de linfonodos sentinelas. Consegui fazer todo o risco cirúrgico no mês de dezembro e passei pela cirurgia em 08/01/2021.

Espera

Após a cirurgia, os dias de espera foram bastante tensos na expectativa dos resultados, porém eu tinha uma quase certeza de que tudo estaria resolvido, mas ao receber o resultado do estudo imuno-histoquímico dos linfonodos sentinelas, um choque: melanoma metastático para um linfonodo, o que significa que a doença se espalhou para linfonodos regionais e outros, na região, poderiam estar comprometidos. Após esse diagnóstico e outros exames complementares foi reclassificado para estágio 3a e foi decidido pela equipe médica a linfadenectomia axilar completa direita (esvaziamento axilar).

Esta nova cirurgia ocorreu em 19/03/21. Embora bem complexa minha recuperação foi excelente. O material passou pelo histopatológico e imuno-histoquímica e foi confirmado que todos os linfonodos retirados estavam negativos, ou seja, livres de malignidade.  Após alguns exames de imagem e o PET-CT os médicos concluíram que não seria necessário o uso de medicamentos ou qualquer terapia adjuvante, apenas exames de rotina e consultas a cada 3 meses com oncologistas e dermatologistas. Destaco aqui que esses médicos foram e continuam sendo uma grande benção na minha vida, extremamente humanos, empáticos e competentíssimos. Um destaque ao Dr. Henrique Oliva, meu cirurgião oncológico que é fundador do Instituto Cérasus uma ONG dedicada a mulheres diagnosticadas com câncer de mama que não tem acesso a rede privada, dando acesso a cirurgia com rapidez e eficácia.

Gratidão

É difícil expressar tudo que vivi e senti durante esse processo. Além de superar meus medos pude ver o quão forte eu poderia ser, passei a enxergar a vida de forma diferente, viver um dia de cada vez. Mudei minha relação com o sol e capricho ainda mais na proteção, percebi que o câncer de pele, especialmente o melanoma é desconhecido e subestimado e tenho me engajado a alertar e conscientizar a todos que tenho por perto e também através das minhas redes sociais que o câncer de pele pode ser uma doença extremamente grave. Câncer é câncer e pode matar!

Estou curada do câncer, ouvi essa frase do oncologista no dia do meu aniversário em 11 de junho de 2021, que presente! Sim, estou curada sem precisar de terapias, ficaram as cicatrizes e cada vez que olho para elas, penso, eu sobrevivi, lembro do valor que a vida tem, e do quanto Deus foi maravilhoso comigo. Finalizo agradecendo o apoio incondicional da minha mãe, meu pai, meu esposo, meu Samuel, familiares e amigos!

‘Gratidão ainda é uma palavra pequena para agradecer um Deus tão grande. ‘”

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