Cassia Cristina Silvestrini

Cassia Cristina Silvestrini, 46 anos, terapeuta transpessoal e paciente de melanoma

Compartilhar está publicação

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

A terapeuta transpessoal Cassia Cristina Silvestrini, 46 anos, nunca se preocupou muito com uma pinta esquisita no braço direito. No entanto,  um esbarrão na porta mostrou que poderia ser melanoma. Conheça a história dela: 

“Tudo começou em 2005. Tinha uma pinta um pouco estranha no braço direito, que mudou de aparência com o tempo, mas nunca me preocupei com ela. Em uma viagem durante o carnaval, um amigo viu o sinal e recomendou que procurasse um médico. Agendei uma consulta com o dermatologista, mas desmarquei por motivos profissionais. Em junho, daquele ano, esbarrei em uma porta e a pinta sangrou. Marquei com o dermatologista novamente; fiz questão de comparecer.

O médico me tranquilizou, disse que não havia nada. Agendamos a retirada do sinal para dali a alguns dias. Nesse meio-tempo, surgiu um caroço dolorido na axila direita. Me consultei com um clínico geral, fiz um ultrassom e soube que precisava de uma cirurgia.  Procurei um cirurgião que, coincidentemente, também é oncologista. Desconfiado, ele agendou a cirurgia no mesmo dia da consulta. O procedimento confirmou sua suspeita. O nódulo na axila tinha sido provocado pela minha pinta esquisita, que na verdade era um melanoma.

Equilíbrio emocional

Assim como tantos pacientes, eu estava mal informada sobre câncer de pele e nunca tinha ouvido falar em melanoma. Não gostava de me bronzear, mas confesso que cometi alguns excessos na infância e adolescência, com direito a vermelhidão, queimaduras e pele descascada. Quando recebi a notícia fiquei sem chão; mais preocupada com os meus pais e a família do que comigo mesma.

Vivi uma experiência difícil, mas consegui extrair um aprendizado importante dela. Em primeiro lugar, aprendi a dizer não. Eu não dava importância para as minhas necessidades, pois só me preocupava em agradar os outros. Aprendi também a sentir gratidão pela vida, pela saúde, pela família e por tantas outras coisas que às vezes passam despercebidas. Aprendi a viver um dia de cada vez e a me valorizar mais. Também entendi que nada ocorre por acaso.

Aliás, neste finzinho do Setembro Amarelo, aproveito minha experiência como paciente de melanoma e terapeuta para lembrar a importância de prestar atenção à saúde emocional durante o tratamento oncológico. Frequentemente nos preocupamos apenas com os sintomas físicos. É fundamental buscarmos o equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Tento me manter saudável nessas três frentes, e espero ajudar outras pessoas a atingir esse objetivo.”

Receba nossa newsletter

Newsletter

Explore outros temas

Não é só o paciente que sente na pele o melanoma. A médica Camilla Oliari conta como a história de sua avó, Dona Yvone, paciente de melanoma metastático, modificou sua vida e suas escolhas.
Blog

Camilla Oliari

Como sempre falamos aqui, não é apenas o paciente que sente o melanoma na pele. Aos 9 anos, Camilla Oliari viveu a difícil experiência de

Tereza de Fátima e Silva descobriu o melanoma em estágio inicial.
Blog

Tereza de Fátima e Silva

A Tereza de Fátima e Silva vive em São Bento do Sapucaí, no interior e São Paulo, e trabalha como costureira. Alguns anos atrás, ela

Instituto Melanoma Brasil

faça sua parte, doe!

Receba nossa newsletter

Siga-nos nas redes sociais

Inscreva-se no canal

© 2021 Melanoma Brasil // Todos os direitos reservados

Seja um voluntário do Instituto

Faça parte do nosso banco de voluntários. Clique abaixo e preencha um formulário com seus dados e entraremos em contato para que você possa participar, com seus talentos, de ações desenvolvidas pelo Melanoma Brasil.

Faça sua doação!

small_c_popup.png

Cadastre-se

Receba nossa newsletter

Newsletter

X