Carine Santa a e sua filha, MAria Clara, paciente de melanoma

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Carine Santana, 28 anos, de Vitória (ES),  nunca tinha ouvido falar em melanoma. Foi uma grande surpresa para quando Maria Clara, sua filha de 8 meses, recebeu o  diagnóstico de melanoma in situ. na palma da mão. Carine sentiu muito medo, devido à falta de conhecimento sobre este tipo de câncer. Hoje, Carine compartilha todos os conhecimentos recebidos sobre o melanoma em suas redes sociais, com a intenção de sinalizar seus conhecidos e familiares sobre a atenção necessária para o melanoma. Conheça sua história.

 

“Minha filha, Maria Clara nasceu com uma pinta na mão. Para mim, aquela marca era somente uma pinta de nascença. Desde que minha filha nasceu, ela permanecia com a sua mãozinha virada para trás e o bracinho sempre levantado. Achávamos aquele fato curioso: apesar da gente tentar mantê-los na posição correta, ela insistia em voltar com a mão e o braço para esta posição, que parecia ser a mais confortável.

 

Por mais que meus familiares tivessem me alertado sobre o cuidado com a mancha da pele da Maria Clara, eu não acreditava que poderia ser algo além de uma pinta de nascença, principalmente por já ter tido recebido um diagnóstico inicial de que a pinta era normal.

 

Ao passo que nos mudamos de casa e, consequentemente, de unidade para o atendimento médico da minha família, fiquei extremamente surpreendida com o diagnóstico real de minha filha e cheguei a pensar que Maria Clara corria risco de vida por conta da pinta que nasceu com ela. 

 

A jornada contra o melanoma

 

Após passar pela avaliação de diferentes médicos, a orientação que recebemos era a retirada necessária da pinta, que ao ser examinada nos possibilitou identificar que a pinta estava dividida em duas cores: marrom e preto. Ou seja, um indício de melanoma. A solução, então, era realizar uma cirurgia na mão da Maria Clara, para que fosse feita a biópsia e confirmação do diagnóstico.

 

Foi aí que o Instituto Melanoma Brasil apareceu nas nossas vidas e nos deu todo o apoio que precisávamos. O Instituto sempre me mandava respostas sobre minhas dúvidas, indicando inclusive o hospital de referência do Espírito Santo, que me fez chegar até o médico especialista em melanoma, que também nos ajudou extremamente. Ele me explicou tudo, trazendo paz para o meu coração e me fazendo acreditar que tudo daria certo.

 

A primeira cirurgia foi realizada e a confirmação se deu: Melanoma Acral In Situ. Chorei muito. Acreditava ser uma coisa terrível. Sabendo que era um tipo de câncer, meu mundo caiu. Minha filha só tinha 10 meses. Era tudo assustador pra mim e eu realmente achava que iria perdê-la. Hoje, penso que o que senti naqueles dias deveu-se muito à minha falta de conhecimento sobre a doença.

 

Após o diagnóstico, Maria Clara foi encaminhada para área de oncologia do hospital referência em câncer do estado para ser examinada e acompanhada. Em 12 de maio, ela passou por uma ampliação de margem, que teve o diagnóstico inicial de melanoma maligno. Pouco depois, fez a cirurgia com ampliação de margem profunda.

 

Os passos para a vitória

 

Maria Clara, que não engatinhava, agora engatinha de um lado para o outro. Ela não conseguia apoiar a mão no chão. Dois dias depois da primeira cirurgia, minha bebê já conseguia se apoiar com a mão no chão. Eu fiquei muito feliz por ela, que com 10 meses, conseguiu engatinhar!

 

Hoje eu me sinto bastante aliviada, tudo graças ao Instituto Melanoma Brasil. Fui tranquilizada por diversas vezes pela equipe do Instituto Melanoma Brasil, por ligações de vídeo, em momentos que estava desesperada. O trabalho do Instituto é incrível e muito importante, pois abre os olhos das pessoas, por meio de informações riquíssimas, explicando o que é esse tipo de câncer.

 

Com a intenção de difundir o conhecimento sobre o melanoma, pois acho este trabalho super necessário, eu aproveito as redes sociais para divulgar o que aprendi e compartilhar tudo que posso sobre o melanoma. É gratificante ajudar nesta conscientização, muito por que sinto-me aliviada ao saber que minha filha está livre do melanoma. Maria Clara faz acompanhamento de seis em seis meses e ainda temos mais 9 anos de percurso neste caminho cheio de vitórias. E que assim seja!”

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