Imunoterapia: a esperança dos pacientes

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Após sete anos da liberação no mundo, a imunoterapia tem sido um dos caminhos mais promissores para o tratamento contra o câncer, entre eles o melanoma. O tratamento que utiliza o próprio sistema imunológico dos pacientes para destruir os tumores inspira otimismo e é considerado o menos agressivo no combate ao câncer.

De acordo com especialistas, esse tipo de tratamento que utiliza drogas imunoterápicas, já está sendo aplicado rotineiramente nos consultórios. Cinco delas foram aprovadas no Brasil e são utilizadas para diversos tipos de tumores, como melanoma, linfoma de Hodgkin e tumores de pulmão, bexiga, cabeça e pescoço.

Entenda a imunoterapia: 

A imunoterapia é um grupo de drogas, que ao invés de mirar o câncer, ajuda as defesas do corpo a detectá-lo e agredi-lo. As drogas imunoterápicas agem de diferentes formas. A principal delas envolve os chamados inibidores de verificação imunológicos. Esses pontos, na verdade, são moléculas especializadas que agem como freios no sistema imune, assegurando que as células de proteção sejam utilizadas apenas quando necessário. O mecanismo é extremamente importante, porque tropas de defesas descontroladas, que entram em cena sem presença de um inimigo, podem causar inflamações e doenças autoimunes. 

As primeiras terapias com base no estímulo do sistema imunológico para tratar o câncer datam o fim do século 19 e começo do século 20, e, no fim do século 20, anticorpos para tratamento através da injeção direta na veia dos pacientes foram desenvolvidos.

Tipos de imunoterapia:

Ela é classificada em dois tipos: ativa e passiva, de acordo com as substâncias utilizadas e os seus mecanismos de ação.

Na imunoterapia ativa, substâncias estimulantes e restauradoras da função imunológica e as vacinas de células tumorais são administradas com a finalidade de intensificar a resistência ao crescimento tumoral.

Já a imunoterapia passiva (ou adotiva), anticorpos antitumorais ou células monunucleares exógenas são administradas, objetivando proporcionar capacidade imunológica de combate a doença.

Quando a imunoterapia é indicada?

Como ainda é um método experimental (resultados mais conclusivos sobre sua eficácia e aplicabilidade clínica ainda estão sendo aguardados), o quadro mostra alguns imunomediadores utilizados em estudos clínicos experimentais e os tumores em que são mais indicados.

Custo alto

O custo alto é um dos problemas da imunoterapia. Uma caixa de pembrolizumab, por exemplo, que é um dos medicamentos aprovados no Brasil para melanoma em estágio avançado custa cerca de R$ 18 mil. O tratamento de um ano pode chegar a R$ 582 mil. Os pacientes que conseguem a cobertura desses medicamentos pelo plano são exceções e o preço não tende a cair. Esse fato é um problema no mundo todo.

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