A pedagoga Denise Furquim faz questão de contribuir com a conscientização sobre o melanoma.

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A pedagoga Denise dos Reis Furquim, 40, sempre gostou de aproveitar o sol de verão, até que uma pinta no braço começou a crescer de forma irregular. Começava ali uma inesperada jornada contra o melanoma. Hoje curada, Denise faz questão de contribuir com a  conscientização sobre o melanoma, ainda desconhecido pela maioria dos brasileiros. Conheça sua história. 
 

Em 2019 recebi a notícia que estava com um câncer de pele. Tinha retirado uma pequena pinta do braço e o telefonema da minha dermatologista confirmou o resultado da biópsia: era um melanoma. Na hora não me assustei tanto, mal sabia o que era um melanoma, e por falta de informação, câncer de pele para mim não era tão perigoso assim.

Google, alguns telefonemas, uns exames atípicos e um encaminhamento para um especialista me deram algumas pistas. Esse tal melanoma começava a me preocupar…

Quase 80% dos brasileiros não sabem o que é melanoma. Se descoberto no estágio inicial, seu tratamento pode ser menos agressivo. Foi meu caso. Em minha jornada contra o melanoma, retirei a pinta mas não escapei de uma cirurgia de ampliação de margem. Dez pontos externos, doze internos e 14 dias com o braço direito praticamente imóvel. 

Sol em excesso

Algumas vezes me perguntei como isso aconteceu, o que fiz de errado. A resposta do meu médico com o tempo me pareceu óbvia: o dano solar é cumulativo, todo sol que tomei ao longo da vida exageradamente (e hoje vejo que de forma irresponsável) se acumulou na minha pele e virou um câncer. 

No passado, em todo verão eu fazia a mesma coisa: tomava sol do meio-dia, canga esticada na areia, corpo besuntado de protetor 30 achando que estava arrasando. Tudo errado! Ouvi que protetor solar não é passaporte para o sol, e acreditem, não é! Atenção com o sol do verão em seus corpos que ficam cobertos o ano inteiro, essa exposição solar não é nada saudável. E sim, você acha que se protege, mas nunca é o suficiente, o sol pode ser muito nocivo. Usem um bom filtro solar com fator de proteção alta e se protejam, se cuidem. 

Conscientização sobre o melanoma

Pois bem, os contratempos da vida também nos trazem aprendizados. Ouvi do cirurgião que me operou que se tivesse esperado mais alguns meses para investigar aquela pinta que crescia de forma irregular no meu braço, sairia daquele consultório chorando e muito mais impactada com o possível tratamento que um melanoma avançado exige. Foi aí que comecei a entender que DEUS estava ao meu lado, e como sempre, sendo muito bom comigo. Hoje também entendo minha responsabilidade em promover a conscientização sobre o melanoma, falar e alertar pessoas sobre a prevenção do câncer de pele. 

Gratidão

Ainda estou aprendendo a conviver com a minha cicatriz. Ouço de muitas pessoas que ela é grande (e as que não falam percebo os olhares de espanto quando a veem pela primeira vez). Precisei de um tempo para entender que agora ela faz parte de mim, e aprendi a sentir gratidão toda vez que olho para ela. Esse deve ser meu exercício diário de agradecimento, meu lembrete de como Deus sempre cuida de todos os detalhes.

Hoje estou curada, mas meus hábitos mudaram bastante. Não posso deixar de me cuidar com relação ao sol e jamais deixar de fazer meus exames periódicos. E assim sigo por aqui cheia de cuidados, informações e claro, muita gratidão.

 

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