Pollyanna Weyll Fernandes

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 Pollyanna Weyll, 32 anos, moradora do Rio de Janeiro (RJ), tem histórico familiar de câncer de pele. Aos 8 anos, perdeu a mãe em decorrência de um melanoma. Adulta, tornou-se médica com subespecialização em oncologia endócrina, tendo bastante contato com a doença no âmbito profissional. Até que, no ano passado,  tornou-se ela própria uma paciente, após um inesperado diagnóstico de melanoma extensivo superficial.  Veja o que ela conta sobre a experiência.

Histórico familiar de câncer de pele

“O câncer de pele melanoma entrou cedo na minha vida. Aos 8 anos, minha mãe faleceu em decorrência da doença. Ela tinha apenas 35 anos, e esse fato marcou minha infância e juventude.

Por causa desse histórico familiar de câncer de pele, faço acompanhamento com mapeamento digital desde 2017. No início do ano passado, um desses exames de rotina identificou um sinal suspeito. Como já tinha retirado muitos nevos melanocíticos, com ou sem atipia, não me preocupei muito. Tinha certeza de que o sinal na parte posterior da coxa direita seria novamente uma lesão benigna.

No entanto, a análise histopatológica acabou com essas expectativas. A lesão era um melanoma extensivo superficial em estágio 1A.  Fiquei muito nervosa ao receber o laudo, sem conseguir acreditar. Na hora, me veio à mente a história da minha mãe, seu difícil processo de adoecimento dela e a perda que tanto marcou minha infância e juventude.

Totalmente paciente

Naquele momento, esqueci que era uma profissional da Medicina e me tornei totalmente paciente. Ainda bem. Nessa condição, entreguei o resultado à minha médica e fui muito bem cuidada por todos da equipe do Instituto Nacional de Cancer (INCA), onde faço o acompanhamento até hoje. Aliás, aproveito a oportunidade para um agradecimento especial a eles: Dra. Luiza Kassuga (dermatologista), Jadivan Leite (cirurgião oncológico), José Cláudio Casali (oncogeneticista).  Felizmente, o tratamento envolveu apenas cirurgia com ampliação de margens, sem necessidade de terapias adicionais.

Nova compreensão

Sou médica com subsespecialização em oncologia endócrina. No entanto, tratar um melanoma me trouxe uma nova compreensão das dúvidas e dúvidas e emoções dos meus pacientes. Afinal, já desempenhei praticamente todos os papéis possíveis nessa jornada:  médica de pacientes oncológicos, filha de mãe que faleceu de melanoma e, finalmente, paciente de melanoma. Posso dizer que conheço bem o que se passa no coração e na mente de quem trilha esse caminho.

Conheci o Instituto Melanoma Brasil através das redes sociais. Acompanhar os depoimentos alivia a solidão, mostra que não sou a única a passar por isso. Sempre curto, comento e compartilho as postagens, e sou muito acolhida pela equipe da ONG.

Como mensagem final quero alertar sobre a importância do mapeamento digital e da visita regular ao dermatologista para detecção precoce do melanoma, especialmente para quem tem histórico pessoal, familiar ou outros fatores de risco. Como o Instituto Melanoma Brasil sempre ressalta: câncer de pele é coisa séria!

Além disso, destaco  a importância do suporte que recebi dos meus familiares, amigos e da minha fé. Minha fé em Deus me fortaleceu e sustentou em todo este processo.

E por fim, como profissional de saúde, preciso ressaltar a importância da prevenção.  Peguei sol quando criança. Na fase adulta, raramente me expunha, mas nunca tive o hábito de aplicar o protetor solar. No entanto, adquiri o hábito após o diagnóstico e pretendo manter para sempre.” 

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