A profissão que exercemos pode ser um fator de risco para determinadas doenças. Os trabalhadores que passam a maior parte do dia ao ar livre, como carteiros, jardineiros,  varredores e pedreiros, têm altos níveis de exposição à radiação ultravioleta e, por isso, uma chance maior de desenvolver diferentes tipos de câncer de pele, incluindo o melanoma.

O câncer de pele surge por várias razões, como alterações genéticas, fatores ambientais e estilo de vida, sendo a exposição à radiação ultravioleta o principal fator de risco. A exposição excessiva ao sol, por motivos de lazer ou não, é um dos motivos que ajudam a explicar o aumento no número de casos da doença nos últimos anos.

Quanto mais cedo a exposição se iniciar, maior o risco. Trabalhadores que começam a atuar precocemente ao ar livre, antes dos 30 anos, são ainda mais suscetíveis ao câncer de pele. Os raios solares têm efeitos cumulativos, e os danos podem ser percebidos apenas muitos anos após os períodos de exposição mais intensa.

Portanto, os profissionais que passam o dia sob o sol devem ser orientados sobre os efeitos dos raios ultravioletas na pele. Além disso, precisam aprender que a exposição solar pode ser atenuada com o uso diário de filtro solar, chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas com FPS, uso de mangas longas e calças compridas. Também é importante permanecer na sombra o maior tempo possível.

Diminuir o tempo de exposição solar e utilizar o protetor são ações preventivas muito importantes. O incentivo das medidas de fotoproteção é essencial, bem como o monitoramento de alterações cutâneas ocorridas nesse grupo de trabalhadores.

Sobre o câncer de pele

Os cânceres de pele mais incidentes são o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente em nosso país, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos.

É uma doença de bom prognóstico, com altas taxas de cura. No entanto, a demora no diagnóstico ou no tratamento pode levar a ulcerações e deformidades físicas.

Já o melanoma, o câncer de pele  mais grave, representa apenas 5% do total de casos, mais 95% do total de óbitos. É um tumor agressivo, que tem facilidade de fazer metástases, por isso precisa ser observado com atenção. Quando tratado em fases iniciais, tem mais de 90% de chance de cura.

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