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O eletrotécnico Norberto Michels, 61 anos, descobriu em 2010 que uma ferida no couro cabeludo era um melanoma avançado. De lá para cá, houve muitas reviravoltas até que se visse livre da doença, mas enfrentou esse período com determinação e foco no momento presente. Conheça sua história:

“Nunca tive histórico de excessos ao sol, fora alguns episódios na adolescência. Já aposentado, resolvi, como bom gaúcho, viver numa cidade praiana em Santa Catarina, onde costumava fazer caminhadas ao ar livre, sem exagero. Em 2010, uma ferida no couro cabeludo começou a incomodar. Ela existia há tempos, percebi pelo tato. Minha mulher às vezes olhava e insistia para que eu procurasse um médico, mas eu nem ligava. Quando começou a sangrar, resolvi buscar ajuda. Consultei uma dermatologista e, posteriormente, um cirurgião oncológico, que diagnosticaram melanoma com Breslow 4, que comprometia a hipoderme e os vasos linfáticos.

Não era o primeiro caso de câncer de pele na família; meu irmão já tinha retirado um carcinoma basocelular e meu cunhado também tratou um melanoma. Fiz a ressecção do tumor com ampliação de margens e biópsia do linfonodo sentinela, com resultado negativo.

No entanto, um ano depois, a biópsia num linfonodo cervical do lado esquerdo acusou metástase. Fiz esvaziamento cervical parcial e iniciei terapia profilática com Interferon. Seis meses depois, outro linfonodo na cervical esquerda. Como o nódulo infiltrava-se entre as vértebras C1 e C2, foram necessárias 37 sessões de radioterapia. Na sequência, surgiram múltiplos nódulos nos pulmões e dois “vergões” por baixo da pele do tórax. Os tumores foram retirados, mas houve comprometimento das margens.

Em outubro de 2012, consegui ser aceito em um estudo de imunoterapia com o Ipililumab, bem no último dia de inscrição. Que sorte! Neste estudo, estavam outros 500 pacientes brasileiros. A medicação tinha um custo altíssimo. Para participar, tive de me submeter a duas sessões de quimioterapia, que atestaram não existir outra opção terapêutica para meu caso. Tomei quatro infusões do medicamento e comecei a perceber a regressão das lesões mal ressecadas.

Em 2014, quando já estava com os pulmões limpos, surgiu um nódulo no cérebro. Após muitas consultas, resolvi me submeter a uma radiocirurgia no Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), em Florianópolis, via Sistema Único de Saúde (SUS). Fiquei plenamente satisfeito com os resultados. Pelo SUS, consegui ser atendido por profissionais altamente competentes, mais rapidamente do que conseguiria pelo meu plano de saúde. O tumor, de três centímetros de diâmetro, desapareceu.

Desde então, realizo semestralmente todos os exames de controle solicitados pelos médicos. Até março deste ano, não surgiu mais nada. Estou livre da doença!

O tratamento oncológico não é fácil. Felizmente, contei com o apoio da minha mulher e da minha família, que trouxeram o equilíbrio necessário, sem forçar um clima de otimismo o tempo inteiro e sem esmorecer diante dos acontecimentos.

Durante todo o processo pesquisei sobra a doença e busquei tratamentos complementares, sem jamais abandonar o tratamento médico tradicional. Um tratamento complementar que me ajudou bastante foi o do Centro de Apoio ao Paciente com Câncer (CAPC), em Florianópolis. Ao longo desse período, procurei viver sempre o presente, e não imaginar o que aconteceria amanhã ou o que tinha ficado no passado. Nunca perdi o controle, sequer chorei. Uma leitura que me fez muito bem foi a do livro “O poder do agora”, de Eckhart Tolle. Para finalizar, eu digo: nunca desista, vá atrás do que deseja. A imunoterapia, para mim, foi uma luz no fim do túnel. Acredito que, se foi nosso sistema imunológico que cometeu um erro, ele é quem pode consertá-lo.”

 

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