Como a terapia-alvo funciona para tratamento do melanoma?

Como a terapia-alvo pode combater o melanoma?

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A terapia-alvo desponta para tratamento do melanoma entre as recentes e promissoras alternativas terapêuticas para a neoplasia. Enquanto a quimioterapia padrão ataca as células de todo o organismo (cancerosas e saudáveis), as terapias-alvo atacam de maneira certeira apenas as moléculas que sustentam as células doentes, diminuindo a destruição de células saudáveis e provocando inclusive efeitos colaterais menos intensos.

Alterações anormais nos genes (mutações) desempenham um papel importante no surgimento do melanoma e progressão da doença. Quase metade dos casos apresenta alterações no gene BRAF, que faz as células tumorais crescerem e se multiplicarem mais rapidamente. Mas ainda existem outros genes que podem sofrer mutações, como NRAS, c-KIT ou GNAQ, por exemplo. Biópsia e exames moleculares específicos ajudam a identificar corretamente o gene afetado, o que é essencial para que o especialista determine a terapia mais eficaz a ser aplicada. Atualmente, a terapia-alvo para tratamento do melanoma conta com opções para as mutações no gene BRAF. Os tratamentos para outras mutações ainda estão em fase experimental.

Inibidores de BRAF e MEK

Utilizados usualmente em combinações (Vemurafenibe e Cobimetinibe / Dabrafenibe e Trametinibe / Encorafenibe e Binimetinibe). São empregados quando o melanoma avançado (que não pode ser removido cirurgicamente) tem a mutação V600E ou V600K no gene BRAF. A combinação de dabrafenibe e trametinibe também pode ser utilizada como preventiva (adjuvante) em pacientes submetidos à cirurgia, mas que apresentam alto risco de recidiva.

Administrados como comprimidos ou cápsulas via oral, essas drogas retardam ou reduzem o crescimento do tumor, e podem resultar em respostas também prolongadas, além de elevada taxa de redução do tumor metastático.

Dentre os efeitos colaterais comuns são observados: espessamento da pele, erupção cutânea, sensibilidade ao sol, dor de cabeça, febre, dor nas articulações, fadiga, perda de cabelo e náuseas. Efeitos colaterais menos comuns, porém mais severos, são problemas cardíacos, problemas hepáticos, insuficiência renal, reações alérgicas, problemas na pele, problemas oculares, hemorragias e aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Combinação de drogas

A combinação de drogas pode ser uma opção. A combinação de inibidores de BRAF e MEK pode ser recomendada para melanomas impossíveis de remover cirurgicamente ou que tenham mutação V600E ou V600K no gene BRAF.

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