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A jornalista e influenciadora Angélica Banhara sempre achou que passaria dos cem anos, mas a descoberta de um melanoma durante um exame de rotina quase abalou essa convicção. Felizmente, hoje ela está curada e pronta para cumprir seus planos. Confira seu emocionante depoimento:
“Tenho 52 anos. Sou ruiva, tenho bastante pintas e sardas e, como sei que minha pele é mais vulnerável, vou pelo menos uma vez por ano ao dermatologista. Sou mãe de dois filhos. Depois da gravidez do segundo, apareceu uma pinta ovalada na minha barriga. A doutora Inaê Carvalho, minha dermatologista, sempre me falava que tínhamos de acompanhar esta pinta. Mas ela praticamente emendou duas licenças-maternidade e, assim, passei dois anos sem me consultar com ela.
Era junho de 2010, quando procurei uma dermatologista do convênio para fazer um procedimento a laser. Pedi também para ela observar minhas pintas e chamei atenção especificamente para a pinta da barriga. Ela me pareceu atenciosa, olhou tudo e disse que a pinta era feia, mas não indicava nenhum problema.
Em novembro daquele ano, fui fazer um check-up. Passei o dia inteiro no laboratório. Na consulta dermatológica, a médica comentou que eu seria a última paciente do dia, pois ela precisava visitar o pai, que acabava de ser internado.
Ela me examinou e fez o alerta: eu precisava tirar logo a pinta da minha barriga. Perguntei se o “logo” poderia ser janeiro. Ela respondeu que eu tinha que tirar a pinta nos próximos 15 dias. Ela me entregou um papel em que estava escrito “suspeita de melanoma”. Perdi o chão. Voltei pra casa e liguei imediatamente para a doutora Inaê.
Embora ainda estivesse em licença maternidade, minha dermatologista foi ao consultório no dia seguinte só para me atender. Ao ver a pinta, disse que precisávamos agir logo. Ela ligou para o doutor Eugênio Pimentel, um grande especialista em melanoma, e conseguiu um encaixe para o dia seguinte.
Logo que viu a pinta, doutor Eugênio também disse que precisávamos retirá-la e assim o fez. Eu estava apavorada. A pinta devia ter mais ou menos um centímetro e o médico removeu algo equivalente ao meu polegar, deixou margem bem razoável. O corte devia ter um centímetro de profundidade, mais ou menos.
A lesão precisava de biópsia e, por estarmos na véspera do feriado de 15 de novembro, ele me pediu que levasse o material pessoalmente. O resultado levou uns oito dias para sair. Estava em um almoço de trabalho quando o doutor Eugênio me ligou para avisar que a pinta era um melanoma.
A vida passou em filme pela minha cabeça. Eu só pensava nos meus filhos, que tinham quatro e oito anos. Sempre achei que passaria dos cem, mas agora imaginava que morreria em seis meses. Fiquei com medo dos efeitos colaterais da quimioterapia, já me visualizava sem cabelos. Foi simplesmente desesperador.
Liguei para minha irmã e ela falou que eu precisava entender melhor o que estava acontecendo. Ela me aconselhou a ligar para o doutor Eugênio e pedir um encaixe naquele mesmo dia, pois eu não poderia me concentrar em mais nada enquanto não soubesse exatamente o que havia.
Telefonei ao doutor e avisei que estava a caminho do consultório. Na consulta, ele me tranquilizou. Disse que tínhamos tido muita sorte, pois o melanoma era in situ, ou seja, estava em um estágio inicial, não tinha penetrado na derme e apresentava baixo risco de metástase.
Na hora, me lembrei da dermatologista do check-up, doutora Aline Donati, que alertou sobre a pinta. Se ela tivesse pulado o meu atendimento para visitar o pai, eu provavelmente só faria outra consulta no ano seguinte, com o melanoma mais avançado e, consequentemente, menos chance de cura. Intimamente, fiquei muito feliz por ela ter me atendido.
Removi o melanoma e voltei na semana seguinte para uma nova cirurgia, na qual foi retirada mais uma margem de 1,5 cm em cima cicatriz. Ao contrário do que temia, não precisei de quimioterapia ou outro tratamento além da remoção cirúrgica. A única ‘sequela’ foi uma cicatriz bem fininha, de 8 cm, que não incomoda nada.
E isso foi tudo. Hoje, continuo firme e forte no acompanhamento dermatológico, para não deixar passar nenhum sinal suspeito, mas nunca tive outro tumor. Me sinto a pessoa mais sortuda do mundo por ter descoberto antes que se agravasse

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