A trader Ana Paula Crispim, 38 anos, faz tratamento de melanoma há quase uma década. Nesse período, houve alguns sustos, mas ela teve muita perseverança para buscar novos caminhos, encontrar alternativas e, finalmente, ficar com a doença estabilizada. Veja o que ela tem a compartilhar sobre essa experiência:

“Tudo começou quando eu tinha 28 anos e fui a uma consulta de rotina. A dermatologista encontrou uma pinta pequena bem no meio das minhas costas e achou melhor investigar. Eu não fazia ideia do que seria aquilo, não fui atrás para ver o resultado e a médica também não me ligou. Um ano depois, percebi que a pinta tinha crescido novamente, estava bem escura e sangrava um pouco. Fiquei preocupada e procurei uma dermatologista, que logo diagnosticou o melanoma.

Fiz a cirurgia com ampliação de margens e realizei exames de imagem. Não encontraram nenhuma metástase. Infelizmente, quatro anos depois, meus exames de rotina encontraram seis nódulos no fígado, quatro nódulos no pulmão e boa parte dos linfonodos do mediastino acometidos. Vivi um momento de desespero, mas sabia que tinha que lutar pela minha vida. Passei por vários médicos. Na época, minha única chance era um estudo clínico de um novo medicamento bloqueador. Após muita luta, consegui entrar no estudo.

A batalha valeu a pena, pois tive ótimos resultados, reduzindo e estabilizando todos os nódulos. Três anos depois, novo susto: um nódulo no cérebro. Fiz radiocirurgia, e, seis meses depois, uma cirurgia aberta. Na sequência, iniciei tratamento com imunoterapia. Após três meses, uma ótima surpresa: nenhum nódulo apresentava atividade no exame de PET-CT. Estou com a doença estabilizada!

Durante todo esse período, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca perdi minha vontade de viver. Sempre lutei e tive fé na cura. Encontrei grupos de apoio lindos com o Melanoma Brasil e profissionais totalmente atenciosos e humanos. Isso com certeza faz toda a diferença.”