Estadiamento

melanoma brasil

A seleção do tratamento adequado para qualquer tumor depende do entendimento de quão avançado ele está, e isso se aplica também ao melanoma. O termo “Estadiamento” diz respeito ao conjunto de avaliações e exames que permitem definir a extensão do melanoma, seu risco e, consequentemente, sua classificação em diferentes grupos. Em linhas gerais, esses grupos incluem: doença localizada (Estadios I e II); doença regional, que inclui os casos em que há envolvimento de linfonodos/gânglios ou implantes ao redor do tumor original (Estadio III); ou doença avançada (Estadio IV). Este último compreende os casos com metástases, que são lesões do melanoma em outros órgãos além dos linfonodos regionais (Tabela 1).

Naturalmente essa classificação é um pouco mais complexa que isso, e é definida por um conjunto de critérios que são revistos periodicamente por um órgão centralizado, e que define as diretrizes de estadiamento: o American Joint Committee on Cancer. Os fatores que influenciam no estadiamento incluem características próprias do tumor primário (como profundidade de invasão, por exemplo), a presença ou ausência de envolvimento de linfonodos e a avaliação de doença à distância.

Os exames utilizados para se definir o grupo, ou estadio, podem variar em função das características do tumor primário, e podem incluir desde exame físico/dermatológico e palpação de gânglios, ultrassonografias, até exames de imagem mais complexos, como tomografias, ressonância magnética ou mesmo PET-CT. Todavia, é fundamental ressaltar que tais exames não são obrigatoriamente indicados em todas as situações, e variam em função da apresentação: há casos de diagnóstico precoce em que exames mais complexos são desnecessários e podem, em muitas situações, mais confundir do que ajudar na definição do tratamento. Além de ajudar na seleção do tratamento, a classificação por grupos ou estadios permite também estimar a chance de cura ou, em contrapartida, o risco de evolução desfavorável.

Alguns aspectos, como a profundidade do tumor na biópsia ou presença de gânglios palpáveis, definirão quais desses exames devem ser realizados. Seus resultados serão analisados juntamente com os resultados da biópsia para definir o estágio do melanoma.

O sistema classicamente utilizado para isso é o TNM, em que a classificação T fornece detalhes do tumor primário, N detalhes dos linfonodos regionais e M detalhes da doença sistêmica (metástases). De acordo com os dados obtidos pelo TNM, o paciente será enquadrado no Estadiamento Clínico (EC), atualmente dividido em quatro estágios, com as seguintes características:

EC0

Não foi identificado tumor primário

EC I e EC II

Doença localizada apenas como primária

EC III

Doença localizada na área loco regional

EC IV

doença generalizada (sistêmica)

Tabela 1. Estadiamento simplificado

Estadios Principais variáveis e fatores definidores
I-II Doença localizada; classificação em função das características do tumor primário (por exemplo: profundidade, presença de ulceração)
III Doença regional; envolvimento de linfonodos ou implantes ao redor do tumor primário
IV Doença metastática; envolvimento de órgãos/estruturas à distância (além dos linfonodos regionais)

Estadiamento I e II

Doença localizada; classificação em função das características do tumor primário (por exemplo: profundidade, presença de ulceração).

Estadiamento III

Doença regional; envolvimento de linfonodos ou implantes ao redor do tumor primário. 

Estadiamento IV

Doença metastática; envolvimento de órgãos/estruturas à distância (além dos linfonodos regionais).

* Conteúdo adaptado do site do – GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma)

  • Uma ferida que não cicatriza.
  • Expansão do pigmento de uma mancha na pele.
  • Vermelhidão ou inchaço.
  • Coceira, sensibilidade ou dor.
  • Mudança na superfície da pinta.

Alguns melanomas não se enquadram nas regras acima descritas, por isso é importante informar ao médico quaisquer alterações em lesões de pele ou novas lesões de aparência diferente do restante das pintas existentes.