Com quase 300 mil casos previstos, o melanoma será o 19º tumor mais incidente no mundo em 2018, segundo o estudo Globocan, da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A estimativa prevê que, neste ano, devem ocorrer 1,81 milhão de novos casos de câncer e 9,5 milhões de óbitos decorrentes das neoplasias.  Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres devem desenvolver a doença ao longo da vida. Houve um crescimento em relação a 2012, quando a última pesquisa foi publicada, e a IARC previu 14.1 milhões de novos casos e 8,2 milhões de mortes.

Diversos fatores contribuem para o aumento na incidência da doença, como crescimento e envelhecimento da população e desenvolvimento social e econômico. Em países emergentes, há uma transição dos tipos de câncer associados à pobreza e infecção para os tipos de câncer  relacionados ao estilo de vida e dieta dos países desenvolvidos.

O câncer de pulmão será o mais diagnosticado, com 2.093,876 de casos , seguido por câncer de mama (2.088.849 casos), câncer colorretal , câncer de próstata e câncer de estômago.

Melanoma

Segundo o estudo, em 2018 devem ocorrer 287.723 novos casos de melanoma no mundo. Em números absolutos, os Estados Unidos lideram a incidência da doença; são 71. 432 novos casos previstos, ou 24% do total), seguidos pela Alemanha, com 31. 432 novos casos (10,9% do total) e o Reino Unido, com 17. 852 novos casos (6,2% do total). O Brasil, com 7.407 novos casos, representa 2,87% da incidência global da neoplasia.

A taxa de incidência do melanoma é liderada pela Austrália e Nova Zelândia, com 33,6 e 33,3 casos por 100 mil habitantes – a neoplasia é um problema de saúde pública na região. Em seguida vêm Noruega (29,6 casos por 100 mil habitantes) e Dinamarca (27,6 casos por 100 mil habitantes). O principal fator associado ao desenvolvimento da doença foi a exposição à radiação UV.