O bronzeamento artificial é uma prática proibida do Brasil desde 2009. Um estudo da Organização Mundial de Saúde classificou as câmaras de bronzeamento como um agente altamente carcinogênico, no mesmo patamar que o cigarro. 

Os equipamentos emitem radiação UVA, que penetra profundamente na cútis e altera as fibras de colágeno e elastina, provocando diversas alterações na pele. Como a radiação UVA não provoca vermelhidão, os usuários acreditam que não há danos à pele, quando ocorre exatamente o contrário. Meia hora de bronzeamento artificial equivale a oito horas de exposição ao sol forte. Quem utiliza as câmaras ganha uma cor bonita momentaneamente, mas seus efeitos nocivos serão percebidos ao longo do tempo: manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. Estudos mostram que o bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco de melanoma.

Quem deseja exibir com segurança o corpo bronzeado pode apostar no autobronzeador. O produto tem dihidroxiacetona, molécula que promove uma reação química na pele e leva ao seu escurecimento. Nesse caso, não há risco de envelhecimento precoce; o possível efeito colateral é alergia ao produto, por isso é necessário testá-lo antes do uso. O autobronzeador deve ser reaplicado em média a cada dois ou cinco dias. Trata-se de uma ótima opção para quem deseja “pegar uma corzinha” sem arriscar a saúde.