O melanoma pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive nas unhas. O melanoma ungueal é raro, e representa de 0,7 a 3,5% de todos os casos. Mais frequente em pessoas afrodescendentes e asiáticas, atinge principalmente pacientes de 50 a 70 anos. 

A doença raramente causa dor. Pode ocorrer uma deformidade na lâmina ungueal, mas a maioria dos casos surge como uma mancha marrom ou negra no dedo e ou unha. Atinge com mais frequência o polegar, seguido pelo hálux (popularmente conhecido como “dedão do pé”) e o indicador.

Uma faixa pigmentada em um dedo é um indício mais importante do tumor que vários dedos com manchas. Essa é uma manifestação semelhante à melanoníquia estriada, alteração benigna que pode ocorrer em quase todos os afrodescendentes maiores de 50 anos. Assim, é importante procurar um médico para fazer o diagnóstico correto. O diagnóstico é realizado pela dermatoscopia e pelo exame histopatológico.

A cirurgia é a opção terapêutica mais comum, e pode haver amputação do dedo atingido. O prognóstico é reservado e, normalmente, pior do que o do melanoma cutâneo, pois o melanoma ungueal é um tumor agressivo, descoberto tardiamente na maioria dos casos. 

A detecção precoce é fundamental para aumentar a chance de sobrevivência e de preservar o dedo atingido. Por isso, caso perceba qualquer alteração anormal na unha, consulte um médico especialista.