Olá queridos e queridas,

Apesar dos inúmeros desafios que ainda temos no Brasil e no mundo quando se fala de câncer e, em especial de melanoma, a boa notícia é que o tema hoje é destaque e tem sido foco de muita atenção, diálogo e pesquisa ao redor do mundo. Participamos, em junho, mais uma vez do Encontro Internacional de ONGs de Melanoma, promovido pela Fundação Americana AIM AT MELANOMA. Lá, compartilhamos experiências, dificuldades, ações, campanhas e como cada entidade, em seus respectivos países, tem lidado com a prevenção e o acesso aos tratamentos. O que percebemos é que os desafios são muito semelhantes, os casos da doença ainda apresentam grande aumento e o acesso aos melhores tratamentos é para a minoria da população. E isso nos traz uma reflexão do importante trabalho que temos na área da prevenção e do diagnóstico precoce. Em um país continental como o Brasil pouco ainda se sabe sobre a doença, e a estatística de mortalidade, dentre os casos diagnosticados de melanoma, ainda é muito alto.

Também na Alemanha, tivemos a oportunidade de acompanhar outro evento médico. Em que foram apresentados resultados avançados dos estudos sobre tratamentos combinados e com excelentes resultados. O que podemos ver nos últimos cinco anos é um avanço significativo no que se refere ao tratamento da doença avançada com opções que aumentam a sobrevida do paciente e que tragam qualidade de vida com menores efeitos colaterais decorrentes dos tratamentos. O Brasil tem se destacado nesse cenário e recentemente recebeu um importante Simpósio Internacional de Melanoma, que também participamos.

Infelizmente, nosso País lida com o grave problema de acesso à assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E isso traz uma discussão e um desconforto geral em como podemos contribuir para mudanças nesse quadro. Uma significativa parcela de médicos brasileiros, especialistas em melanoma, estiveram no simpósio e discutiram os avanços nas alternativas de tratamentos, quando aliar a cirurgia, o uso da imunoterapia ou da terapia alvo em casos da doença avançada e quando recomendar o tratamento adjuvante.

Bem, foram excelentes oportunidades de conhecermos mais sobre o tema e esperamos contribuir e compartilhar com vocês aqui na News!

Boa leitura.

Rebecca Montanheiro

Presidente do Instituto Melanoma Brasil