O vitiligo afeta cerca de 1 % da população, principalmente pessoas jovens. Tem alta prevalência entre 10 e 30 anos de idade, atinge igualmente ambos os sexos, e se caracteriza por manchas acrômicas (ou seja, sem pigmentação), devido à destruição dos melanócitos. Sua causa não é esclarecida, mas apresenta um fator genético, pois cerca de 30% dos casos tem ocorrência familiar.

As manchas são despigmentadas e com limites nítidos. As bordas são mais escuras, com formas variáveis, assintomáticas. Na maior parte dos casos são simétricas e surgem nas eminências ósseas, couro cabeludo, podendo se manifestar ao redor dos olhos e boca.

O diagnóstico é clínico. A evolução é imprevisível, pode piorar, melhorar ou estacionar.  O tratamento é complexo, e requer ênfase no uso de fotoprotetores. Podem ser empregadas diversas terapias, conforme a localização e a evolução da doença. Os pacientes mais jovens têm melhor prognóstico. A repigmentação espontânea pode ocorrer em até 20 % dos pacientes.

Mas qual a relação entre vitiligo e melanoma?

Anticorpos antimelanócitos são encontrados no vitiligo e também no melanoma. Cerca de 10% dos indivíduos com melanoma metastático têm vitiligo.

O uso de fotoprotetor é fundamental para os pacientes de vitiligo. As lesões se queimam facilmente se expostas ao sol, pois as manchas têm redução ou ausência de melanina. Assim, é preciso cuidado redobrado com o sol.

Outro aspecto para o qual precisamos alertar é a discriminação que pacientes com vitiligo podem sofrer devido ao aspecto estético das lesões. No entanto, elas devem ser encaradas apenas como uma característica do indivíduo, não justificando qualquer tipo de atitude discriminatória.