RESPOSTA: Pessoas com histórico familiar de melanoma possuem risco pelo menos 30 vezes maior de desenvolver a doença e necessitam de acompanhamento dermatológico contínuo a fim de obter um diagnóstico precoce. Estima-se que entre 5% e 10% dos casos de melanoma estão relacionados a mutações genéticas hereditárias, que tornam pacientes e seus familiares mais suscetíveis a desenvolver o tumor, chamado na medicina de síndrome do melanoma familiar. Porém, além do histórico familiar, existem outros fatores que são usados como marcadores para medir o risco, como por exemplo, pessoas com mais de 100 pintas ou com pintas consideradas atípicas, ou seja, bordas irregulares e mais de uma cor, são mais propensas a desenvolver a doença.

Se, além dessas características, o paciente tiver histórico anterior de melanoma, a probabilidade de ter um novo tumor é 500 vezes maior que a de uma pessoa comum. Se ainda por cima seu teste genético for positivo para uma das mutações já conhecidas, a probabilidade é mil vezes maior.