MELANOMA

Tipos de Melanoma

TIPOS DE MELANOMA

  • Melanoma Extensivo Superficial

    Este tipo de melanoma é considerado a forma mais comum no mundo inteiro e em pacientes de cor branca, correspondendo cerca de 70% dos casos.

    Ocorre frequentemente em pessoas de 30 à 50 anos de idade. Nos homens, sua localização mais frequente é nas costas e nas mulheres, nos membros inferiores (coxas e pernas). Entretanto, qualquer parte do corpo também pode ser acometida.

    Este tipo de melanoma tem uma fase de crescimento mais superficial por um longo tempo (em torno de um a cinco anos). Isso permite que o diagnóstico em sua fase mais precoce seja possível, desde que a pessoa esteja atenta e/ou vá ao médico periodicamente.

    Este crescimento superficial é também chamado de crescimento radial (para os lados). Porém, a partir de um dado momento, o tumor passa a crescer para a profundidade, ou seja, apresenta um crescimento vertical, podendo atingir as vias de disseminação da doença.

    Nos Melanomas do tipo Extensivo Superficial, a fase de crescimento radial dura muito tempo até que se inicie o crescimento vertical.

  • Melanoma Lentigo Maligno

    O Melanoma Lentigo Maligno é considerada uma lesão não-invasiva (portanto, superficial - in situ) e que acomete, na imensa maioria dos casos, a face e em regiões cronicamente expostas ao Sol) Representa 5% dos melanomas cutâneos, e de 10% a 26% se localizam região da cabeça e pescoço.

Geralmente, este tipo de lesão surge em pessoas acima de 60 anos de idade. O seu crescimento é lento e gradual, podendo permanecer superficial por vários anos. À medida que estas lesões se espalham em largura e em profundidade, normalmente terá uma borda muito irregular e variará em tons de marrom ou preto. O seu tamanho pode variar, porém é comum nos depararmos com lesões maiores do que 3 cm., 

Entretanto, não podemos nos descuidar! O Lentigo Maligno pode ser tornar invasivo! A partir deste ponto, denominamos Lentigo Maligno Melanoma. Então, o risco de disseminação da doença passa a existir. 

O tratamento, assim como outras formas de Melanoma, é geralmente cirúrgico. Devido às suas características próprias, alguns estudos sobre tratamentos menos invasivos estão sendo realizados.

  • Melanoma Nodular

O melanoma nodular é responsável por aproximadamente 15%  a 30% de todos os melanomas diagnosticados. Infelizmente, é o tipo de melanoma mais agressivo. É mais comum nos homens e pode ocorrer em qualquer idade.

O melanoma nodular pode aparecer onde uma pinta (nevo) ou mancha não existia antes. Ele tende a se espalhar mais rapidamente do que os outros subtipos de melanoma. As lesões são elevadas, bem delimitada, com pigmentação marrom-avermelhada ou preta, mas também podem ser castanho claro ou incolor. Essas lesões podem sangrar, devido a sua superfície estar ulcerada, sendo este mais um sinal de melanoma nodular.
Muitas vezes, esta lesão pode ser confundida com uma verruga, portanto, qualquer mudança ou sinal de anormalidade em sua pele deve ser analisada por um médico, para melhor avaliação.

 

  • Melanoma Acrolentiginoso

    Conhecido também como melanoma acral, este é o tipo de melanoma cutâneo menos frequente nos brancos (2 a 8%), sendo o mais frequente nas raças negra e amarela (12 a 22%).
    No Brasil , a incidência deste tipo é maior que a média mundial, pela grande miscigenação existente. A idade média de aparecimento é de 60 anos.

As lesões são pigmentadas nas extremidades Estes melanomas normalmente se desenvolvem nas palmas das mãos, as solas dos pés ou debaixo das unhas. Quando está abaixo da unha pode se apresentar como uma faixa de cor escura, geralmente maior que 7 mm.
Muitas vezes, este tipo de melanoma é negligenciado, porque tende a parecer como um hematoma.
O músico do reggae Bob Marley morreu em 1981 de complicações do melanoma lentiginoso acral, que se originou sob a unha dos pés e metástase para outras partes do corpo.

 

 

  • Melanoma Amelanótico

É o melanoma com a falta de pigmentação. A lesão é rósea ou vermelha, podendo simular outras doenças de pele. As quatro principais variantes de melanoma cutâneo podem ser amelanóticas  (melanoma disseminativo superficial, melanoma nodular, melanoma acrolentiginoso, lentigo maligno melanoma).
O Melanoma Amelanótico é raro e representa de 2% a 8% de todos os diagnósticos de melanoma. Frequentemente ocorre em áreas da pele expostas ao sol e com maior frequência em mulheres acima de 60 anos com tiveram exposição excessiva ao sol durante longo período da vida.

Esta forma de melanoma torna o diagnóstico clínico e histopatológico mais difícil, mais tardio, piorando seu prognóstico. Por isso é fundamental o exame histopatológico de lesões suspeitas. Este exame orienta o tratamento e o prognóstico desses pacientes.

 

  • Melanoma de Mucosas

O melanoma mucoso é uma forma rara de melanoma, que representa apenas cerca de 1% dos casos de melanoma. Tal como acontece com outras áreas da pele, os melanócitos também estão presentes nas superfícies mucosas do corpo, alinhando os seios nasais, passagens nasais, cavidade oral, vagina, ânus e outras áreas. Assim como os melanócitos em outras partes do corpo, estes podem se transformar em células cancerígenas, resultando em melanoma mucoso.

Aproximadamente 50% dos melanomas da mucosa começam na região da cabeça e pescoço, 25% começam na região anal e 20% começam no trato genital feminino. Os 5% restantes incluem o esôfago, vesícula biliar, intestino, conjuntiva e uretra.

Ao contrário da maioria dos casos de melanoma da pele, o melanoma mucoso não é considerado como relacionado ou afetado pela exposição UV. Além disso, não há fatores de risco evidentes identificados, nem mesmo história familiar. Este tipo de melanoma geralmente é diagnosticado de forma errada, principalmente por causa da localização anatômica da doença. Os sintomas de melanoma da mucosa variam muito, porém se você notar algum desses sinais ou sintomas é importante informar seu médico:

  • Um ponto suspeito na sua boca ou passagens nasais
  • Feridas ou feridas inexplicadas que não curam
  • Hemorragia inexplicada do anus ou da vagina
  • Hemorróidas que não curam ou parecem piorar

 

 

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